DOSSIÊ FANTALOGIA: audiolivros desafiam anos de preconceito e redefinem o ato de ler no século XXI

Como a neurociência, os estudos de leitura e as práticas cotidianas mostram que audiolivros não são uma trapaça cultural, mas uma tecnologia inclusiva capaz de ampliar repertórios, democratizar o acesso ao texto e transformar nossa relação com a literatura.

Ouvir um livro é trapaça? Para muita gente, a resposta ainda é “sim”. O audiolivro aparece como uma espécie de sombra do objeto “real”: o livro impresso, com páginas numeradas, peso nas mãos, cheiro de papel. Na caricatura mais comum, quem ouve um livro está em modo totalmente passivo, deixando “um barulhozinho de fundo” tagarelar no cérebro enquanto a inteligência tira uma soneca — como música de elevador.

Este artigo parte do incômodo com esse estigma. Em vez de opor “verdadeira leitura” (com os olhos) a uma versão inferior (com os ouvidos), proponho pensar o audiolivro como uma forma específica de ler: diferente, com vantagens e limites próprios, capaz de ampliar o acesso à literatura e ao conhecimento, mas que não substitui a leitura visual nem torna ninguém automaticamente mais culto.

Para isso, cruzo três frentes:

  1. O que a neurociência e a psicologia cognitiva dizem sobre ler e ouvir;
  2. A discussão sobre atenção, passividade e “leitura profunda”;
  3. O papel dos audiolivros na acessibilidade e nas novas culturas de letramento.
Audiolivro | Créditos: Reprodução

O que acontece no cérebro quando lemos e ouvimos?

A crítica mais intuitiva ao audiolivro costuma ser: ouvir não é ler. E, em termos sensoriais, isso é verdade, uma vez que um canal é visual, o outro é auditivo. Mas, do ponto de vista da compreensão, a coisa fica mais interessante.

Um conjunto robusto de pesquisas em neurociência da linguagem mostra que, depois que o cérebro já decodificou as letras ou os sons, a representação do significado converge em grande medida. Em estudo de ressonância magnética funcional realizado na Universidade da Califórnia, Berkeley, participantes ouviram e depois leram as mesmas histórias narrativas. As áreas corticais associadas ao processamento semântico, aquelas que lidam com o sentido das palavras, exibiram padrões de ativação quase idênticos nas duas modalidades.

Em termos simples, para o cérebro, a “história” que chega pelos olhos ou pelos ouvidos é organizada em redes de significado muito parecidas. A diferença está na porta de entrada (visual ou auditiva), mas o “salão do sentido” onde a narrativa é processada é amplamente compartilhado.

Essa convergência também aparece na psicologia educacional. A meta-análise de Virginia Clinton-Lisell, publicada em 2022 na Review of Educational Research, examinou 46 estudos comparando compreensão de textos lidos e ouvidos (N = 4.687 participantes, de crianças a adultos).

O resultado geral mostrou que não houve diferença confiável de desempenho entre leitura e escuta (g = 0,07, estatisticamente não significativo). Ou seja, em média, quem ouviu entendeu tanto quanto quem leu.

Mas isso não significa que não haja nuances. A mesma meta-análise mostra pequenas vantagens para a leitura em condições específicas, como quando o leitor podia controlar o próprio ritmo (leitura auto-ritmada) e quando a tarefa exigia inferências mais complexas, houve uma leve superioridade do texto escrito.

Uma possível explicação é que o leitor visual se beneficia da possibilidade de regredir rapidamente no texto. Isso equivale àqueles 10 a 15% de movimentos oculares para trás que Daniel Willingham descreve como parte natural da leitura e que ajudam a revisar e consolidar a compreensão.

Já na escuta, essa regressão exige pausar, voltar alguns segundos ou minutos e finalmente encontrar o ponto correto no áudio. Tecnicamente, isso é possível, mas exige mais esforço e nem sempre é feito na prática. E esse é um ponto importante, uma vez que muitas das vantagens atribuídas à leitura impressa não são ontológicas, mas ergonômicas. Elas dizem respeito a como é fácil ou difícil controlar o fluxo da informação em cada meio.

Outro dado relevante vem de uma meta-análise posterior da mesma pesquisadora, agora sobre a prática de ler enquanto ouve (audio-assisted reading). Ao comparar grupos que apenas liam com grupos que liam e ouviam simultaneamente, Clinton-Lisell encontrou um benefício geral pequeno, mas significativo (g ≈ 0,18), concentrado em situações em que o ritmo era imposto externamente. Nesse aspecto, a conclusão é interessante. Combinar olhos e ouvidos pode ajudar certos leitores, especialmente quem tem dificuldades de decodificação, mas não é uma mágica universal.

Se juntarmos esses dados, o quadro fica um pouco mais claro. Em termos médios de compreensão, escutar um texto pode ser tão eficaz quanto lê-lo. As diferenças aparecem dependendo do tipo de texto, do grau de dificuldade, do controle de ritmo e do perfil do leitor/ouvinte. Mas não há base científica para dizer que ouvir é, por definição, uma forma inferior de contato com o texto.

Ouvir é ser passivo?

O estigma do audiolivro, porém, raramente vem acompanhado de gráficos e metanálises. Ele se ancora numa imagem moral, apontando que o ouvinte seria mais preguiçoso, menos atento, mais passivo do que o leitor visual. Essa oposição, além de elitista, não se sustenta quando olhamos para como a atenção funciona.

Um artigo da Time reuniu pesquisadores como Beth Rogowsky, Daniel Willingham e David Daniel para discutir exatamente essa questão. Em um experimento específico, Rogowsky comparou três grupos: um que ouviu trechos de um livro de não ficção, outro que leu os mesmos trechos em e-reader e um terceiro que leu e ouviu ao mesmo tempo. E o resultado apontou não houve diferença significativa de compreensão entre os grupos.

Mas o texto estudo traz um contraexemplo poderoso: em estudo anterior, estudantes que ouviram uma aula em podcast tiveram desempenho, em média, 28% pior numa prova de compreensão do que aqueles que leram o conteúdo em papel.

A diferença, aqui, não é o meio em si, e sim o contexto de uso. Isso porque ouvir a aula em áudio incentivou a multitarefa, deixando a escuta apenas “de fundo”, enquanto o texto impresso exigiu uma situação mais focada.

E isso nos leva a um ponto decisivo, uma vez que não existe tecnologia que nos torne automaticamente atentos ou desatentos. Tanto o livro quanto o audiolivro podem ser consumidos em modo elevador, como os olhos deslizando nas páginas sem retenção, ou o áudio correndo enquanto a mente vaga. O que muda são as tentações e os facilitadores de cada meio:

  • o livro impresso oferece pistas espaciais (a posição da página, o peso do volume, a mancha gráfica) que ajudam a localizar trechos e a construir o arco narrativo;
  • o áudio favorece a imersão contínua, o tom afetivo da voz, o ritmo da fala, mas dificulta retrocessos rápidos e marcações visuais.

Maryanne Wolf, nos livros Proust and the Squid e Reader, Come Home, alerta para o risco de perdermos a “leitura profunda”, aquela leitura lenta, reflexiva, capaz de sustentar pensamento crítico, numa cultura de telas e velocidade. Ela fala pouco de audiolivros diretamente, mas insiste na necessidade de um “cérebro bilíngue da leitura”, capaz de transitar entre múltiplos suportes sem abandonar a profundidade.

Mas nada impede que essa leitura profunda aconteça com fones de ouvido. Quem já ouviu um romance difícil durante outra atividade, parando o áudio para anotar ideias no celular, sabe que é possível pensar devagar mesmo com a voz alheia. A passividade não está no canal sensorial, mas na postura diante do texto. Ouvir no trânsito com a mente dividida pode ser tão superficial quanto folhear um livro enquanto se responde mensagens.

Ao mesmo tempo, é fato que o áudio convida à multitarefa e aí entra a honestidade intelectual: nem todo uso de audiolivro é ideal para todo tipo de texto. Para leituras de estudo densas, com tabelas, fórmulas, argumentos intrincados, a combinação de leitura visual (que permite sublinhar, voltar, ver a estrutura do capítulo) com recursos de texto-para-fala costuma ser mais eficiente do que o áudio sozinho.

A própria literatura científica sobre ensino aponta que pistas visuais (negritos, boxes, diagramas) são importantes para orientar a atenção em materiais didáticos.

Curiosamente, uma parte dos estudos mais recentes sugere que ler e ouvir ao mesmo tempo pode ser especialmente útil para leitores em dificuldade, justamente porque reduz a carga de decodificação visual e libera recursos cognitivos para a compreensão. E acompanhar o texto na tela enquanto um aplicativo lê em voz alta é exatamente o que muitas pessoas relatam fazer intuitivamente quando têm dificuldade de foco.

Dessa forma, o audiolivro não nos torna passivos. Ele só torna mais visível uma escolha que já está presente na leitura visual. A questão não é a briga entre ouvir ou ler, mas a forma como nós ouvimos e como lemos.

A tecnologia democrática de leitura

Um dos argumentos mais fortes a favor do audiolivro não é cognitivo, mas político: quem pode ler quando a única opção é o texto impresso? E quem passa a poder ler quando o texto também pode ser ouvido?

Na história dos audiolivros, as primeiras gravações sistemáticas surgem como solução de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão, muito antes de se tornarem um nicho de mercado para motoristas entediados. Estudos sobre educação de pessoas com deficiência visual mostram que a disponibilidade de textos em braille ainda é muito desigual no mundo, o que limita dramaticamente o acesso à leitura.

Uma pesquisa recente realizada em escolas especiais de Gana, por exemplo, mostrou que a produção local de livros em braille é insuficiente, uma vez que há poucos títulos, cópias escassas e máquinas que quebram e demoram a ser consertadas. Diante disso, os autores defendem a adoção de audiolivros como formato suplementar para estudantes print-disabled (que não podem ler texto impresso), permitindo que a turma inteira acesse o mesmo conteúdo com um único arquivo de áudio.

Casos assim explicitam algo que, em contextos privilegiados, às vezes esquecemos: exigir que a única forma legítima de leitura seja a decodificação visual é, na prática, excluir uma parcela enorme de potenciais leitores, como cegos, pessoas com baixa visão, com deficiências motoras que dificultam segurar livros, com dislexia ou outros transtornos de leitura.

Organizações voltadas à dislexia e dificuldades de aprendizagem insistem nessa dimensão democratizante. A organização norte-americana Learning Ally mostra como audiolivros permitem que estudantes com dislexia acessem conteúdos em nível de série mesmo quando sua leitura “de olhos” ainda não chegou lá, evitando que fiquem para trás em disciplinas de conteúdo.

Recursos em áudio funcionam como um “acelerador de conteúdo”. O vocabulário e os conceitos chegam pela escuta enquanto as habilidades de decodificação vão sendo trabalhadas por outras vias. Dessa forma, na literatura clínica sobre a linguagem, audiolivros são apresentados como ferramentas que:

  • tornam livros acessíveis a cegos, pessoas com dislexia ou dificuldades motoras;
  • expõem leitores a vocabulário mais avançado do que aquele que conseguiriam decodificar sozinhos;
  • modelam fluência (ritmo, entonação, pausas) por meio de bons narradores;
  • reduzem a sobrecarga cognitiva de quem já gasta muita energia tentando “tirar som” das palavras na página.

Esses efeitos não são abstrações. Para quem está em cursos intensivos, pós-graduações ou concursos, a possibilidade de transformar PDFs em áudio e aproveitar tempos mortos, como ônibus, filas e tarefas domésticas, pode ser a diferença entre conseguir acompanhar o volume de leitura e simplesmente desistir. E essa pode ser uma estratégia de sobrevivência intelectual em tempos de hiperexigência.

Ao mesmo tempo, pesquisas em letramento contemporâneo vêm defendendo uma visão multimodal da leitura. Em um relatório de 2025, o National Literacy Trust, no Reino Unido, argumenta que ouvir audiolivros e consumir narrativas digitais (como letras de músicas e ficção online) deve ser reconhecido como forma legítima de leitura, especialmente entre crianças e jovens.

Em sua pesquisa com mais de 110 mil estudantes de 5 a 18 anos, 42% disseram gostar de audiolivros, contra 32% que declararam ler livros impressos por prazer.

A proposta do relatório é clara: em vez de fazer uma cruzada moral contra novas formas de contato com o texto, é mais produtivo pensar em letramentos multimodais, nos quais leitura visual, leitura em voz alta, escuta de histórias e produção oral e escrita se alimentam mutuamente.

Quando alguém pergunta se ouvir um livro conta como leitura, quase sempre há um subtexto de distinção social. Afinal, conta para quê? Para postar no Goodreads? Para competir em desafios de leitura? Para formar repertório cultural? Para desenvolver vocabulário e pensamento crítico?

Para essas funções, a evidência empírica indica que audiolivros contam, sim, com a condição de que a escuta seja suficientemente atenta ao tipo de texto em questão.

O livro impresso ainda é insubstituível?

Reconhecer o audiolivro como leitura não implica decretar o fim do livro impresso (ou do e-book visual). Pelo contrário, haja visto que boa parte da pesquisa contemporânea sobre leitura mostra que há contextos em que o suporte visual oferece vantagens difíceis de replicar no áudio.

Metanálises sobre leitura em papel x leitura em telas, por exemplo, tendem a apontar um pequeno benefício do papel na compreensão de textos expositivos, especialmente quando há limite de tempo e quando o leitor precisa localizar informações específicas. Os motivos incluem a já mencionada dimensão espacial do impresso e o fato de que a leitura em telas costuma ser acompanhada de distrações (notificações, abas abertas), o que também vale para audiolivros em dispositivos conectados.

No caso do áudio, alguns problemas são análogos aos da leitura digital, como a dificuldade para perceber a arquitetura do texto (capítulos, subcapítulos, quadros, notas de rodapé), ausência de pistas visuais de importância (negritos, caixas, gráficos) e obstáculos práticos para sublinhar, fazer anotações marginais e consultar rapidamente trechos anteriores.

Estudos com estudantes universitários indicam que, em tarefas de aprendizagem formal, os grupos que apenas ouviram um conteúdo (em podcast ou audiolivro) muitas vezes se saíram pior do que os que leram o mesmo texto, especialmente quando faziam outra atividade em paralelo.

Isso não condena o áudio em si, mas alerta que, se o objetivo é estudar para prova, escrever um artigo ou destrinchar um argumento filosófico complexo, provavelmente será necessário algum tipo de leitura visual, com espaço para pausas e releituras.

A própria pesquisa sobre audiolivros como apoio educacional em Gana ressalta que eles são excelentes para disciplinas de linguagem e humanidades, mas insuficientes para áreas que dependem fortemente de visualizações, como matemática, física, desenho técnico, nas quais diagramas e fórmulas desempenham papel central na compreensão.

Em suma, a defesa do audiolivro como leitura não deve negar os limites do formato, mas situá-los da maneira certa. O audio é uma tecnologia extremamente potente para narrativas, ensaios literários, memórias, romances, histórias em geral e também para textos acadêmicos que possam ser revisitados com apoio de anotações externas.

Já para materiais muito densos, altamente visuais ou que exigem manipulação de fórmulas e gráficos, o impresso ou o PDF continuam tendo uma vantagem estrutural.

Menos moralismo e mais ecologia de leitura

Voltemos, então, à pergunta inicial: ouvir um audiolivro conta como leitura? Se entendermos ler como uma prática cultural de atribuir sentido a textos, de construir mundos imaginários e argumentos a partir de linguagem, a resposta é sim. E com tranquilidade.

A neurociência mostra que, no nível do significado, ler e ouvir histórias ativam redes cerebrais muito semelhantes. A psicologia educacional também indica que, em média, a compreensão de um mesmo texto pode ser equivalente nas duas modalidades, com pequenas vantagens contextuais para uma ou outra. E as pesquisas em letramento e acessibilidade revelam que audiolivros abrem as portas da leitura para milhões de pessoas que, de outro modo, estariam barradas na porta do papel.

Isso não significa abolir o livro impresso nem transformar fones de ouvido em novo fetiche cultural. Significa, antes de tudo, abandonar a hierarquia moral que opõe leitores de verdade a ouvintes de mentira e adotar uma imagem mais ecológica, da leitura como família de práticas, em que olhos e ouvidos são caminhos diferentes para uma mesma atividade de compreensão.

Nessa ecologia, alguns princípios práticos emergem:

  • O objetivo importa: Para estudo intenso e textos altamente técnicos, a leitura visual (sozinha ou combinada com áudio) ainda tende a ser mais eficiente. Para fruição literária, formação de repertório, contato com narrativas, audiolivros funcionam muito bem.
  • O perfil do leitor importa: Pessoas cegas, com dislexia ou dificuldades de leitura podem se beneficiar enormemente do áudio, seja exclusivamente, seja em combinação com o texto escrito.
  • O contexto importa: Escutar fazendo mil coisas ao mesmo tempo tende a prejudicar a retenção, exatamente como ler com a cabeça em outro lugar. A ilusão de produtividade não é monopólio de nenhuma tecnologia.

Sendo assim, questionar-se sobre quais as condições necessárias criar para que qualquer forma de leitura seja rica, crítica e prazerosa é muito mais importante do se perguntar se o livro físico é melhor do que o audiolivro. A resposta real passa por políticas públicas que incluam audiolivros em acervos de bibliotecas e programas escolares, por práticas acadêmicas que reconheçam escuta atenta como forma legítima de contato com textos e por uma ética pessoal de leitura menos competitiva e mais generosa consigo e com os outros.

No fim das contas, o que nos faz leitores não é o órgão sensorial que usamos, mas a forma como deixamos as palavras, sejam elas lidas ou ouvidas, trabalharem em nós e por nós.

matheusprado.maori@gmail.com | Web |  + posts

Matheus Prado é professor, escritor, cineasta e crítico de cinema. Atualmente cursa um mestrado e Letras, com foco em Literatura. Acredita que a vida é um mar profundo e que devemos nos aventurar além da superfície. Escreveu e dirigiu dois longas-metragens e vários curtas.

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